Milei volta a atacar Lula, chama presidente de “ladrão” e “corrupto” e aumenta tensão entre Brasil e Argentina

Imagem: Redes Sociais

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a subir o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista exibida no domingo (3), o líder argentino chamou Lula de “ladrão” e “corrupto” e afirmou que o presidente brasileiro “não é inocente”, reacendendo a crise diplomática entre os dois governos.

Durante a conversa com o jornalista Luis Majul, no programa La Cornisa, da emissora LN+, Milei voltou a citar a condenação de Lula na Operação Lava Jato. O presidente argentino declarou que o brasileiro deixou a prisão por causa de um “erro processual”. Em 2021, porém, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações de Lula por entender que houve irregularidades processuais, o que devolveu seus direitos políticos.

Milei também negou que tenha sido agressivo em suas declarações e afirmou que apenas respondeu com aquilo que considera “verdades”.

“Eu não menti. Quando respondo com verdades, o senhor Lula se sente atacado? Ele é um corrupto e um ladrão”, afirmou o presidente argentino durante a entrevista.

O presidente da Argentina ainda acusou Lula de interferir politicamente na América Latina e criticou o que chamou de “ideias do socialismo”. Além disso, voltou a mencionar o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, dizendo que teve negado um pedido para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua passagem pelo Brasil.

Ao justificar o tom das declarações, Milei afirmou que considera o crime de corrupção mais grave do que chamar alguém de ladrão.

“Agressivo é que alguém roube. É muito mais leve chamar um ladrão de ladrão do que o próprio ato de roubar”, declarou.

As novas declarações aumentam a tensão entre Brasil e Argentina, que já vivem uma relação marcada por divergências políticas desde a posse de Milei. Apesar dos constantes embates entre os dois presidentes, os países seguem como importantes parceiros comerciais e integrantes do Mercosul.

Até a publicação desta reportagem, o Palácio do Planalto não havia se manifestado oficialmente sobre as novas declarações do presidente argentino.

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