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No Agosto Dourado, presidente da Associação Brasileira de Aleitamento Materno destaca a importância da orientação, do acolhimento e de uma rede de apoio durante a gestação e os primeiros dias do bebê
“Como está o bebê?” A pergunta é comum e importante, mas, para a Associação Brasileira de Aleitamento Materno (ABAM), existe outra que não pode ser esquecida: “Como está essa mãe?”
Durante o Agosto Dourado, mês dedicado à valorização e à promoção do aleitamento materno, a entidade chama a atenção para um ponto muitas vezes deixado em segundo plano: amamentar é natural, mas também é algo que se aprende.
Segundo o pediatra Dr. Cecim El Achkar, presidente da ABAM, é preciso abandonar a ideia de que toda mulher saberá amamentar automaticamente depois que o bebê nascer.
“Amamentar também se aprende, e aprender exige orientação, paciência e acolhimento, nunca cobrança”, afirma o médico.
Preparação começa ainda na gestação
Para o Dr. Cecim, o apoio à amamentação deve começar antes mesmo do nascimento. O acompanhamento pré-natal, uma alimentação equilibrada, a vacinação adequada e a escolha do pediatra ainda durante a gravidez são medidas que podem contribuir para uma chegada mais segura da família aos primeiros dias com o bebê.
Conhecer o pediatra antes do parto também permite que os futuros pais esclareçam dúvidas sobre a amamentação e estabeleçam uma relação de confiança com o profissional.
Rede de apoio também precisa cuidar da mãe
Nas primeiras semanas após o nascimento, companheiro ou companheira, avós, padrinhos, amigos e profissionais de saúde podem exercer um papel fundamental.
A proposta não é substituir a mãe nos cuidados com o bebê, mas ajudá-la nas demais tarefas: cuidar da casa, preparar a alimentação, favorecer momentos de descanso e, principalmente, oferecer segurança e acolhimento.
“A pergunta não deveria ser só ‘como está o bebê?’. Precisamos perguntar também: ‘como está essa mãe, e de que forma podemos ajudá-la?’”, destaca o presidente da ABAM.
Para o médico, a amamentação não deve ser encarada como um teste de resistência.
“Nosso papel, como família, sociedade e profissionais de saúde, é criar condições para que ela tenha informação, suporte e acolhimento. Quando fortalecemos a mãe, fortalecemos também o bebê”, conclui.
Sobre a ABAM
A Associação Brasileira de Aleitamento Materno reúne profissionais de saúde dedicados à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno no Brasil.
A entidade atua com ações educativas, congressos e projetos voltados a gestantes e famílias, especialmente durante o Agosto Dourado, mas também ao longo de todo o ano, destacando a importância da amamentação para a saúde do bebê, da mãe e de toda a sociedade.
Dr. Cecim El Achkar
Pediatra e presidente da Associação Brasileira de Aleitamento Materno (ABAM)

