Vídeos envolvendo vereador de Florianópolis viralizam nas redes; parlamentar nega ida a motel

Motocicleta atribuída ao vereador também aparece nas gravações. Parlamentar nega ser o homem filmado.

Vídeos que passaram a circular em grupos de WhatsApp e redes sociais nesta sexta-feira (21) provocaram repercussão no meio político de Florianópolis. As imagens envolvem o vereador Bericó (PL) e uma servidora comissionada da Prefeitura da capital.

As informações e as declarações dos envolvidos foram divulgadas originalmente pelo Jornal Razão, que ouviu o vereador e a proprietária do veículo mostrado nas gravações.

Segundo a publicação, as imagens mostram um homem entrando em um carro estacionado diante de um estabelecimento em Florianópolis. Próxima ao local aparece uma motocicleta atribuída ao vereador Bericó.

Na sequência, o veículo percorre ruas da capital e aparece chegando ao Millenium Motel. A divulgação das imagens veio acompanhada, nas redes sociais, de comentários que apontavam o vereador como sendo o homem registrado nas gravações.

Vereador nega ser o homem das imagens

Procurado pelo Jornal Razão, Bericó negou que tenha ido ao motel e afirmou que não é a pessoa que aparece nos vídeos.

Questionado diretamente se seria ele o homem filmado, o vereador respondeu: “Claro que não.”

Bericó também classificou a situação como mentira e afirmou que as imagens seriam recortes de momentos diferentes.

De acordo com a versão apresentada pelo parlamentar ao Jornal Razão, ele estava participando de uma reunião no momento em que as imagens foram registradas.

Ainda segundo Bericó, o carro utilizado pelo homem havia sido emprestado pela proprietária a outra pessoa.

“Eu tava numa reunião, aí a guria emprestou um carro pra esse rapaz, e ele não contou que usaria o carro para isso”, declarou o vereador ao Jornal Razão.

Carro foi emprestado, afirma servidora

A proprietária do veículo confirmou ao Jornal Razão que havia emprestado o carro.

Ela é servidora efetiva da Prefeitura de Florianópolis e também ocupa um cargo comissionado na administração municipal. Segundo a reportagem, a servidora mantém atuação política próxima ao vereador.

Em declaração ao Jornal Razão, ela afirmou que emprestou o automóvel porque precisava participar de uma reunião e que a situação estaria sendo utilizada para atingir politicamente o parlamentar.

“O que aconteceu foi que eu emprestei o meu carro porque fui para uma reunião. Só que estão querendo usar essa situação para atingir o vereador. E a gente sabe que política, muitas vezes, é suja”, afirmou.

A servidora também lamentou a repercussão do episódio e disse que acabou ficando exposta em meio à circulação dos vídeos.

Vereador cita possível assessor

Ainda de acordo com a versão apresentada por Bericó ao Jornal Razão, o homem que teria utilizado o carro seria um assessor.

O vereador afirmou que o funcionário teria cometido um erro ao utilizar o veículo e relatou que chegou a considerar sua demissão por causa do episódio.

Bericó, porém, não informou publicamente o nome do assessor nem especificou o cargo ocupado por ele.

Prefeitura foi questionada

Como o episódio envolve um vereador e uma servidora que ocupa cargo comissionado na Prefeitura de Florianópolis, o Jornal Razão informou ter questionado a administração municipal sobre a possibilidade de a servidora estar em horário de trabalho no momento em que as imagens foram registradas.

Até a publicação da reportagem original, segundo o veículo, a Prefeitura não havia respondido.

Caso ganha repercussão durante período eleitoral

A circulação dos vídeos ocorre em meio à movimentação política relacionada às eleições de 2026.

Bericó, filiado ao PL, tem participado de agendas e manifestações de apoio a candidatos aliados. Diante da repercussão, o vereador classificou a divulgação do material como uma tentativa de perseguição política.

Segundo ele, adversários estariam procurando elementos de sua vida pessoal para tentar prejudicá-lo politicamente.

“Eles tão querendo achar coisa pra me caçar”, afirmou ao Jornal Razão.

O parlamentar também disse que não estaria preocupado com a repercussão e afirmou que, naquele momento, sequer havia registrado boletim de ocorrência ou tomado medidas formais contra a divulgação dos vídeos.

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