
Imagem: Bruno Souza
Uma situação inusitada e bastante controversa chamou atenção nas redes sociais nesta semana em Florianópolis. Vídeos divulgados na segunda-feira (27) mostram cenas de atos sexuais explícitos ocorrendo em plena área pública no Parque da Luz, bem em frente à icônica Ponte Hercílio Luz.
As imagens, que rapidamente viralizaram, foram registradas ainda na sexta-feira (24) e publicadas pelo ex-vereador Bruno Souza. Durante a gravação, ele utiliza uma lanterna para iluminar o local e confronta os envolvidos, mencionando o artigo 233 do Código Penal, que trata de atos obscenos em espaço público. Segundo ele, o que presenciou foi um “espetáculo pornográfico a céu aberto” em uma das regiões mais conhecidas da capital. De acordo com o relato, havia um casal e um grupo maior, com cerca de seis pessoas, supostamente praticando relações sexuais no local. Vale destacar que esse tipo de conduta é considerado crime no Brasil, justamente por ferir o pudor coletivo e a convivência em ambientes públicos. Outro ponto que gerou debate foi o fato de que, nas mesmas imagens, também aparecem pessoas em situação de rua dormindo no parque — situação que não configura crime, diferentemente dos atos denunciados. Dados recentes da Segurança Pública de Santa Catarina mostram que ocorrências desse tipo estão crescendo. Entre 2024 e 2025, houve um aumento de 18% nos registros de atos obscenos na cidade, totalizando 83 casos. A região central lidera as ocorrências, seguida por bairros como Lagoa da Conceição, Campeche, Trindade e Ingleses.
O que diz a lei?
A pena prevista para atos obscenos varia de três meses a um ano de detenção, além de multa — podendo, em alguns casos, ser substituída por medidas alternativas.
O caso segue repercutindo e levanta discussões sobre segurança, fiscalização e uso de espaços públicos na capital catarinense

