Santa Catarina vive um momento decisivo — não apenas no campo da saúde, mas também no desenvolvimento econômico e na capacidade de transformar inovação em política pública. Em minha conversa com *Pedro Sabaciauskis, presidente da Santa Cannabis, tivemos a oportunidade de apresentar ao público o lançamento do *Movimento Catarinense Pró-Cannabis Medicinal: uma iniciativa que nasce com propósito claro, base técnica e profundo compromisso humano.
Mais do que uma causa, estamos diante de uma agenda estratégica. A cannabis medicinal abre um novo ciclo econômico, com potencial de gerar empregos, atrair investimentos, fomentar pesquisa e desenvolver cadeias produtivas inteiras — da produção ao atendimento, passando por tecnologia, logística e integração com o sistema de saúde. Santa Catarina reúne condições objetivas para liderar esse processo: capital humano qualificado, instituições sérias e um ambiente que começa a compreender a dimensão dessa oportunidade.
Mas nenhum argumento econômico é capaz de traduzir, sozinho, a força dessa pauta.
Pedro trouxe, durante a entrevista, um relato que sintetiza tudo: a história de sua avó. Já em estágio avançado de Parkinson, acamada, com limitações severas e sem perspectiva de melhora, foi no uso do óleo de cannabis que a família encontrou uma virada inesperada. O que antes parecia irreversível começou a se transformar. Houve recuperação de movimentos, melhora na qualidade de vida, dignidade restaurada. Uma história de renascimento — não no sentido simbólico, mas concreto, vivido dentro de casa.
É desse encontro entre evidência econômica e urgência humana que nasce o Movimento Catarinense Pró-Cannabis Medicinal.
Estamos falando de mães que não dormem, de pacientes que enfrentam dores crônicas, de famílias que carregam, muitas vezes sozinhas, o peso de tratamentos ineficazes ou inacessíveis. E, ao mesmo tempo, estamos falando de um setor que pode reposicionar Santa Catarina como referência nacional em inovação, saúde e desenvolvimento.
O movimento surge para organizar essa convergência: estruturar a demanda, dar escala à solução, dialogar com o poder público e transformar uma realidade já existente em política pública consistente. Não se trata mais de discutir “se” — trata-se de decidir “como” e “quando”.
Santa Catarina tem diante de si uma escolha histórica. Liderar esse processo com responsabilidade, inteligência e sensibilidade, ou assistir outros estados ocuparem esse espaço.
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