Revolta no Campeche: Moradores denunciam crime ambiental

Imagem: Cedidas

Moradores do Campeche, no Sul da Ilha, estão revoltados com o desmatamento de uma área verde que, segundo a comunidade, abriga corujas-buraqueiras, ninhos de aves e fauna silvestre protegida por lei. Segundo relatos de moradores, dois grandes terrenos da região foram vendidos recentemente para loteamento. Desde então, máquinas passaram a atuar no local, derrubando árvores e realizando limpeza do terreno. A comunidade afirma que existe autorização apenas para corte de árvores isoladas, mas denuncia que houve intervenção muito maior, incluindo movimentação de solo, o que estaria proibido.
“Passaram patrola numa área onde existem tocas de corujas-buraqueiras. Isso é crime ambiental. Essas corujas vivem aqui há anos e são protegidas por lei”, denunciou uma moradora.
Os moradores afirmam que acionaram a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram), Polícia Militar Ambiental, vereadores e a Secretaria de Infraestrutura. Segundo a comunidade, a fiscalização ambiental estaria suspensa, o que teria facilitado o avanço das máquinas no local.
A revolta aumentou após surgir a informação de que a área poderia fazer parte de um futuro binário ligado à Rua Pequeno Príncipe. Conforme relatos obtidos pelos moradores, o projeto desviaria parte do fluxo de veículos para ruas internas do bairro, alterando completamente a característica tranquila e residencial da região.
“A gente mora aqui pela paz. Lutamos há anos por drenagem e melhorias básicas. Agora aparece um projeto que pode jogar todo o trânsito da praia para dentro da nossa rua”, reclamou outra moradora.
Os residentes também demonstram preocupação com o impacto da possível mudança urbana, temendo aumento da especulação imobiliária, crescimento desordenado, abertura de comércios e perda da qualidade de vida no bairro.
Após protestos e vídeos gravados pelos próprios moradores, a comunidade conseguiu impedir que máquinas passassem sobre uma das tocas identificadas. Já entramos em contato com a Floram e estamos aguardando uma resposta.

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