
Imagem: Jornal Razão
Pescadores artesanais realizaram manifestações nas praias nesta segunda-feira após o encerramento da safra da tainha pelo governo federal. O cenário chamou a atenção, com famílias reunidas na faixa de areia, redes guardadas e cardumes passando próximos à costa sem que os trabalhadores pudessem iniciar a pesca.
A insatisfação surgiu após o término antecipado da temporada na modalidade de arrasto de praia, suspensa neste domingo, apenas 38 dias depois do início. A decisão ocorreu porque as capturas alcançaram 90% da cota de 1.332 toneladas estabelecida para 2026.
Em Quatro Ilhas, em Bombinhas, pescadores responsáveis pela observação dos cardumes acompanharam a passagem de um grande grupo de tainhas logo após a proibição entrar em vigor, sem possibilidade de realizar a captura. O episódio foi relatado por uma liderança do movimento durante um pronunciamento na praia.
Segundo o depoimento, o momento gerou forte comoção entre os pescadores, que chegaram a se emocionar e realizar orações diante da situação, considerada sem precedentes para a comunidade local. A liderança afirmou ainda que as mobilizações continuarão e advertiu sobre a possibilidade de novos protestos caso a medida não seja reavaliada.
O ato foi encerrado com um abraço coletivo na areia, reunindo participantes que estavam na praia e também nos pontos de observação próximos ao costão.

