Ypê faz adequações após ação da Anvisa

Imagem: ND+

A unidade da Ypê em Amparo (SP) apresentou as melhorias implementadas em sua linha de fabricação. A vistoria acompanhada ocorreu cinco dias após a Anvisa determinar a suspensão da comercialização de lotes específicos da marca.

Durante a fiscalização sanitária realizada na fábrica, segundo a ND+, foram identificados indícios de ferrugem em equipamentos e irregularidades em etapas consideradas essenciais do processo produtivo. Agora, a empresa tenta reverter a restrição aplicada a detergentes, desinfetantes e produtos lava-roupas.

Mesmo após conseguir uma suspensão provisória da medida da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) por meio de recurso administrativo, a companhia decidiu manter as operações interrompidas. Segundo a direção, a decisão busca agilizar a execução das adequações solicitadas pelo órgão fiscalizador.

Conforme explicou Eduardo Beira, diretor executivo de Operações da empresa, aproximadamente 400 colaboradores atuam nos três turnos das unidades afetadas. A paralisação tem como finalidade assegurar que todas as inconformidades apontadas no relatório sejam corrigidas antes da retomada completa das atividades industriais.

O documento da inspeção apontou problemas de manutenção em reservatórios utilizados na produção de itens para lavagem de louças. Além da corrosão, os agentes sanitários identificaram resíduos de produtos armazenados sendo reinseridos nas linhas de envase da fábrica.

De acordo com a Anvisa, essas irregularidades comprometem os padrões adequados de fabricação e podem gerar risco de contaminação microbiológica. Isso envolve a presença inadequada de bactérias, fungos ou vírus capazes de provocar irritações e até doenças nos consumidores.

O caso deverá ser analisado nesta quarta-feira (13) pela diretoria colegiada da Anvisa, que decidirá se mantém ou revoga a suspensão da venda dos produtos identificados com lotes finais “1”.

Após a avaliação do efeito suspensivo, a Gerência-Geral de Recursos da agência também examinará o mérito das justificativas apresentadas pela fabricante. Órgãos como o Procon e a Secretaria Nacional do Consumidor devem acompanhar o processo de recolhimento dos produtos afetados.

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